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PERDAS E DESPERDÍCIOS DE ALIMENTOS

Perdas e Desperdícios de Alimentos

Um Grave Problema no Brasil e no Mundo.

A produção e o consumo sustentáveis de alimentos não são apenas um modismo, são áreas que demandam a aplicação do conhecimento científico para ampliar a oferta de alimentos com reduzido impacto ambiental. Em um mundo que enfrenta graves mudanças climáticas e escassez de recursos naturais, e ainda convive com a calamidade da insegurança alimentar, a redução das perdas e do desperdício de alimentos deve ser prioritária. 

O número de pessoas afetadas pela fome tem aumentado desde 2014, e toneladas de alimentos comestíveis são perdidos e/ou desperdiçados todos os dias. Com a pandemia da covid-19, a insegurança alimentar infelizmente tornou-se ainda maior, em todos os países.

De acordo com um relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)  em março deste ano, em 2019 cerca de 17% do total de alimentos disponíveis aos consumidores foram para o lixo das residências, varejo, restaurantes e outros serviços alimentares. 

As consequências do Desperdício e Perdas de Alimentos vai além da insegurança alimentar impactando também no meio ambiente, gerando gases de efeito estufa, ou seja, compostos gasosos capazes de absorver radiação na frequência do infravermelho, aprisionando calor na atmosfera. Estima-se que atualmente 8 a 10% de emissões globais desses gases são em consequência de alimentos produzidos e não consumidos. 

Globalmente um terço do alimento produzido é descartado, o equivalente a 1,3 bilhão de toneladas anuais. Em países como os Estados Unidos, Austrália e Inglaterra, que concentram a maior parte do desperdício no final da cadeia, o percentual descartado ultrapassa um terço da produção. Mesmo no contexto de países em desenvolvimento, o desperdício no âmbito do varejo e do consumidor é elevado. Nestes países, as perdas tendem a ser elevadas desde o manejo da lavoura e o pós-colheita 

Segundo informações divulgada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA); "A produção de alimentos no mundo, em relação ao período de 2005 a 2007, precisa aumentar 60% até 2050 para suprir a crescente demanda, resultante do crescimento da população no hemisfério sul, aumento do consumo nos países em desenvolvimento e mudanças nos padrões de consumo. A necessidade de maior produção gera maior pressão sobre recursos naturais escassos, como solo, água, energia, e deixa ainda mais nítido um problema social com elevado impacto ambiental: as perdas pós-colheita e o desperdício no final da cadeia de suprimentos.

"Grande parte do ganho necessário para fazer frente a este desafio de aumentar a produção global de alimentos pode vir da redução do desperdício. As perdas e desperdício de alimentos são um entrave para acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável", segundo os dezessete objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas"

Mundialmente, cerca de 14% dos alimentos se perdem entre a colheita e a venda, no caso de frutas e demais vegetais, recentes estatísticas apontam para o alarmante índice de 20%. A FAO estima que 28% dos alimentos que chegam ao final da cadeia em países latino-americanos são desperdiçados. O Brasil, descarta mais do que o necessário para neutralizar a insegurança alimentar no País.

As perdas no início da cadeia de alimento são mais comuns em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, que lidam com baixo aporte tecnológico no manejo das lavouras, carência de estrutura para estocagem da produção e infraestrutura inadequada para escoamento das safras. Já em países de média e alta renda, a maior contribuição para o desperdício são dos consumidores finais. Porém, mesmo no contexto da classe média baixa, o desperdício pode ocorrer por fatores culturais, como o gosto pela abundância à mesa, compras excessivas, armazenamento inadequado do alimento ou mesmo desinteresse pelo consumo das sobras.

Na primeira etapa, as perdas derivam de colheita inapropriada somadas a causas como ataque de pragas, doenças e desastres naturais (seca, enchentes,etc). Após a colheita, as frutas e vegetais altamente perecíveis são frequentemente manuseadas de forma rudimentar, fato que acarreta danos físicos e deteriorações fisiológicas favorecendo as contaminações de origem patológica.

Nas etapas pós a colheita, as perdas das frutas e vegetais são oriundas do uso de embalagens inadequadas, transporte impróprio, falhas na cadeia de frio (não uso de refrigeração), desconhecimento de técnicas de manuseio, disponibilização inadequada nas gôndolas nos pontos de venda, e excesso de manuseio nos produtos pelos consumidores. 

 Quando analisado o desperdício e as perdas de vegetais a nível do consumidor, identifica-se que o planejamento de compra insuficiente e outras características de comportamento associadas à cultura de consumo são fatores determinantes. A embalagem também contribui para perdas, como por exemplo, o desperdício motivado por compras de embalagens muito grandes, em razão do custo menor do produto.

A crescente exigência do consumidor por qualidade das frutas e vegetais, erroneamente associada ao padrão estético (tamanho, formato, peso, coloração), traz como consequência a exigência de tais padrões por parte de alguns varejistas e supermercadistas, fator que tem levado ao descarte desses alimentos, ainda no campo, por não atender tais especificações.

Conscientes do gravíssimo problema da fome e desperdício de alimentos no Brasil e no mundo, em agosto de 2015, o II Workshop Brasileiro FLV IV Gama, evento idealizado e promovido pela VegQuality, abordou o tema trazendo como palestrante o Dr. Alan Bojanic Representante da FAO na América Latina, com a palestra Desafio 2050| FAO Unidos para Alimentar o Planeta , e o SESC | Programa Mesa Brasil, que atua eficazmente para combater a fome e desperdício de alimentos.

Para auxiliar a cadeia produtiva de frutas e vegetais , neste mês de Novembro 2021, lançamos um programa inovador para redução de perdas e desperdícios do campo à mesa do consumidor. Isso significa que vamos trabalhar juntos com os produtores, indústria de embalagens, logística, supermercadistas e varejistas incluindo e-commerce, introduzindo efetivos e eficazes procedimentos e processos  sustentáveis de produção, embalagens, transporte incluindo cadeia de frio, varejo, consumo e descarte de alimentos. 

O programa se inicia com palestra endereçada a todos os envolvidos na cadeia produtiva. Neste evento buscamos conscientizar e sensibilizar os participantes sobre a gravidade, consequências dos desperdícios de frutas e vegetais, e finalmente a responsabilidade de cada no combate do problema. Utilizamos linguagem e recursos adaptados ao público alvo.

 A hora é agora, não podemos mais esperar.

Vem com a gente! Vamos todos juntos e unidos trabalhar e vencer essa batalha! 

A nossa Hashtag: #naoaodesperdicosdealimentos@vegquality

Roseane Bob

CEO|VegQuality| Nutricionista

Especialista em  Qualidade & Segurança  dos Alimentos e Processamento de Vegetais

 



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