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JORNAL VALOR ECONÔMICO & VEGQUALITY

"Roseane Bob, diretora da consultoria VegQuality, diz que o consumo brasileiro cresce quase 20% ano e tem potencial de também ultrapassar de 50%, mais para isso terão que ser superados alguns gargalos".

A tendência de compra de alimentos prontos para consumo também chegou ao segmento de vegetais.

Empresários e consultores que atuam no ramo, avaliam que as frutas, legumes e verduras selecionadas,higienizadas e embaladas, chamadas de FLV IV Gama, respondem por pouco mais de 10% das vendas hortifrutícolas nos grandes centros urbanos brasileiros. Nos Estados Unidos e em países da Europa essa participação é bem mais significativa: superior a 50%.

Roseane Bob, diretora da consultoria Vegquality, diz que o consumo brasileiro cresce quase 20% ano e tem potencial de também ultrapassar o patamar de 50%, mas para isso terão que ser superados alguns gargalos.

E o preço alto não é o principal deles. Em média, os vegetais prontos para consumo custam nas gôndolas duas a três vezes mais que os tradicionais. Porém, como passam por uma seleção mais rígida, são totalmente aproveitados. Os produtos também possuem vida útil duas vezes maior que a dos convencionais e permitem uma economia significativa de água, tempo e mão de obra, uma vez que já estão higienizados. Esse quesito ganha importância quando o comprador avalia a relação custo­benefício. Com cada vez menos tempo disponível em rotinas atribuladas, a opção pela comodidade cresce em todos os segmentos de consumo.

A questão, para Roseane, é de confiança. No Brasil, o consumidor não tem elementos para avaliar se o produto que ele está levando para casa foi adequadamente processado. "Existem empresários que põem a venda produtos denominados FLV IV Gama que na realidade não são, colocando em risco a saúde do consumidor", diz.

A consultora defende que seja criado um conjunto de normas que estabeleçam critérios higiênico sanitários e de segurança do produto desde a produção na horta até o ponto de venda. Ela advoga também uma rotulagem adequada das embalagens com um Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ) específico, o que geraria a certeza da oferta de alimentos seguros e de qualidade ao consumidor.

Fornecedores tradicionais de vegetais prontos para consumo se queixam de uma "concorrência desleal" por parte de produtores que não seguem normas de segurança.

Uma das pioneiras desse segmento de mercado, Joana Lopes fundou a Verde Fácil em 1990 na região do ABC paulista. Ela diz que o processamento dos vegetais é custoso. Exige pessoal treinado e investimentos em equipamentos para selecionar, lavar, enxaguar, centrifugar e embalar. Também são necessários veículos refrigerados para fazer a entrega. Uma máquina para lavar verduras não sai por menos de R$ 150 mil. "Não dá para vender em valor baixo esses produtos", diz a empresária.

investiu R$ 1,5 milhão em uma infraestrutura capaz de processar três toneladas de folhas por dia, atualmente produtos higienizados é consequência da demanda do mercado consumidor e também uma forma de agregar valor à produção dos 35 cooperados da Caisp e de outros cem produtores parceiros.

Em 2015 a cooperativa registrou um faturamento de R$ 44 milhões comercializando vegetais convencionais, orgânicos, hidropônicos, cogumelos e a nova linha de higienizados, que já responde por 15% da receita.

Os produtos da Caisp estão em 230 pontos de venda em grandes redes varejistas, como Pão de Açúcar, Extra, Carrefour, Sonda e Walmart. A linha de higienizados prontos para consumo só chega à metade dos estabelecimentos. Para 2016 o objetivo é alcançar todos. "Nossa meta é vender R$ 8 milhões em higienizados", diz Sasaoka.

Joana Lopes, da Verde Fácil, faz caminho inverso e diminui a presença nas grandes redes de supermercados. "A negociação é difícil e eles não valorizam adequadamente os produtos prontos para consumo", diz.

Os produtos da Verde Fácil estão hoje em 30 pontos de venda de pequeno e médio porte e em restaurantes da região do ABC paulista. Para 2016, Joana planeja resgatar sua estratégia inicial, de trabalhar com lojas próprias.

A ideia é abrir o primeiro estabelecimento em São Bernardo.

O mercado institucional, formado por restaurantes, redes de fast food, cozinhas industriais e de hospitais é o segmento de atuação da Horti Fartura, uma produtora de hidropônicos com sede em Embu das Artes (SP), que desde 2008 está no segmento de higienizados e tem capacidade de processamento de 500 quilos de folhas por dia.

A metade da matéria­prima é proveniente de produção própria em um sítio na região. Vanderlei Cason, sócio diretor da empresa, diz que a rentabilidade é maior no segmento institucional. "É um cliente que sabe quanto gastaria com insumos e mão de obra para lavar os vegetais e valoriza o produto pronto", analisa o empresário.

Em 2015 a Horti Fartura faturou entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por mês. A meta para este ano é crescer 40%. Para alcançar esse objetivo, a empresa vai ampliar seu mix de produtos, hoje predominantemente de folhas, incorporando legumes como cenoura, beterraba e abobrinha. Outra frente de crescimento esperado é a primeira loja própria, aberta em novembro em Embu das Artes, em São Paulo, e um projeto de delivery para atender os inúmeros condomínios da região.

 



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